Aprovação a Lula volta a superar desaprovação, aponta pesquisa

Em agosto, a desaprovação chegava a 51%, ante 47,9% de aprovação.
Um mês depois, o cenário se inverteu: 50,8% dos brasileiros aprovam

Lula, enquanto 48,3% desaprovam.

por  André Cintra

Publicado 17/09/2025 18:53 | Editado 18/09/2025 08:13

Foto: Ricardo Stuckert
A taxa de aprovação ao presidente Lula cresceu entre os meses de
agosto e setembro, voltando a superar o índice de desaprovação. É o
que aponta a nova rodada da pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta
quarta-feira (17).
Em agosto, a desaprovação chegava a 51%, ante 47,9% de aprovação.
Um mês depois, o cenário se inverteu: 50,8% dos brasileiros aprovam
Lula, enquanto 48,3% desaprovam.

O índice favorável ao presidente é puxado por alguns segmentos,
como mulheres (57,8% de aprovação), eleitores com nível superior
(57,5%) e pessoas com ao menos 60 anos (71,6%). Já é desaprovação é
mais significativa entre homens (55,5%), eleitores de 35 a 44 anos
(63,5%) e evangélicos (69,3%).
Na avaliação do conjunto do governo, o percentual de Ruim/Péssimo
caiu de 51,2% para 58%, enquanto o índice de Ótimo/Bom subiu de
43,7% para 46,2%. Apenas 5,8% julgam o governo como Regular.
Para os entrevistados, a gestão Lula é melhor que o governo
Bolsonaro em pautas como Direitos humanos e igualdade racial,
Moradia, Turismo, cultura e eventos, Políticas sociais e redução da
pobreza e Meio Ambiente. A administração bolsonarista é vista como
superior em três pontos: Responsabilidade e controle de gastos,
Segurança pública e Impostos e carga fiscal.
A pesquisa sondou a percepção dos entrevistados s/obre medidas e
propostas do governo Lula. A iniciativa mais criticada foi o imposto
sobre compras de até US$ 50 em sites estrangeiros – 57% veem a
medida como um erro.
Em contrapartida, a imensa maioria vê como acertos medidas tais
quais a gratuidade para todos os medicamentos e itens do Farmácia
Popular (84%), a isenção do imposto de renda para quem ganha até
R$ 5 mil por mês (81%), a retirada de garimpeiros das reservas
indígenas e ambientais (76%).
Embora haja mais acertos que erros aos olhos da população, o tom
pessimista ainda persiste. Para 47%, a situação econômica do Brasil
hoje está ruim. Outros 44% dizem o mesmo em relação ao mercado
de trabalho. Há um empate – 43% a 43% – entre os que dizem que a
economia vai melhorar e os que avaliam que vai piorar.
Numa lista sobre os maiores problemas do Brasil – e na qual o
entrevistado podia citar até três pontos –, corrupção (59%) e
criminalidade (49,1%) foram os mais lembrados. Vale ressaltar que as
menções ao problema da inflação hoje (20%) já estão bem abaixo de
como estavam em fevereiro (35%).

A imagem dos “líderes políticos” vai mal. Quem se sai melhor é o
presidente Lula, com 49% de imagem positiva e 50% de imagem
negativa. No caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, 52% atribuem
imagem negativa, contra 44% de positiva. As piores imagens, de
qualquer maneira, são as dos presidentes do Senado, Davi
Alcolumbre (74% de negativa), e da Câmara dos Deputados, Hugo
Motta (78% de negativa).
Sobre o julgamento de Bolsonaro, a maioria concorda com a
condenação do ex-presidente a mais de 27 anos de prisão (52,3%),
embora 46% afirmem que a pena foi maior do que deveria. Ainda
assim, 57,3% são contrários a uma anistia “ampla, geral e irrestrita”.
Na visão de 53,4%, Bolsonaro efetivamente participou “de um plano
de golpe de Estado”.
A pesquisa AtlasIntel ouviu 7.291 brasileiros, por meio de
recrutamento digital aleatório, de 10 a 14 de setembro. A margem de
erro é de um ponto percentual.

Fonte: Vermelho

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