Tarifaço: Trump diz que fechou acordo com a China, mas aguarda “ok” de Xi
Governo chinês ainda não se pronunciou. Segundo o presidente dos
EUA, negociadores fecharam acordo, com tarifas de 55% sobre produtos
chineses e de 10% sobre os norte-americanos
por Murilo da Silva
Publicado 11/06/2025 13:28 | Editado 11/06/2025 13:52
Foto: Reprodução
O acordo entre Estados Unidos e China está próximo de ser
concretizado. Pelo menos é o que indicou o presidente norte-americano,
Donald Trump, nesta quarta-feira (11) na sua rede social Truth Social. O
mandatário destacou na postagem que as tarifas devem ser de 55% para
produtos chineses importados por seu país, enquanto os produtos norte-
americanos terão tarifas de 10% quando entrarem na China.
Ainda segundo Trump, que disse que o relacionamento é “excelente”, o
acordo está sujeito à sua aprovação e do presidente chinês Xi Jinping.
Ele ainda destacou que ficou acertado que estudantes chineses possam
frequentar as universidades dos Estados Unidos, enquanto a China
restabelecerá o fornecimento de ímãs e minerais de terras raras,
essenciais para a indústria e para produtos tecnológicos.
Até o momento, a declaração não teve comentário por parte de Pequim,
e Trump aguarda o “ok” público de Xi.
O anúncio de Trump acontece depois que negociadores dos países
estiveram reunidos por dois dias em Londres (Reino Unido). Na terça
(10), ao final do encontro, interlocutores afirmaram que existia um acordo
encaminhado, mas não deram detalhes.
Guerra comercial
Desde que Trump iniciou uma guerra comercial com “tarifas recíprocas”
contra diversos países, um dos principais alvos foi a China. O “tarifaço”
sobre produtos chineses chegou a 145%, o que gerou uma reação em
que os chineses responderam com uma tarifa de 125%.
A situação, que praticamente inviabilizou a relação comercial, precisou
ser contornada para evitar maiores prejuízos aos países. Dessa forma,
uma trégua foi firmada em maio, na Suíça, e nela ficou a certada a
suspensão das astronômicas tarifas por 90 dias . Nesse período a taxa de
145% sobre produtos chineses caiu para 30%, enquanto a dos produtos
dos EUA exportados para o gigante asiático foi de 125% para 10%.
Nesse meio tempo, o presidente dos Estados Unidos criou barreiras para
impedir as matrículas de estudantes estrangeiros na Universidade de
Harvard, a melhor do mundo em diversos rankings. A ação faz parte de
uma estratégia mais ampla do governo Trump de dificultar a entrada de
estudantes de outros países. No momento, o caso está na Justiça e a
emissão de visto para estudantes vindos de fora foi retomada.
Uma forma de reação chinesa aos ataques que atingem o comércio e os
estudantes foi diminuir o ritmo de venda de metais e óxidos de terras
raras, componentes fundamentais na composição de motores elétricos,
produtos eletrônicos e ímãs de alto desempenho. A resposta incomodou
empresários dos EUA, que pressionaram a Casa Branca por uma
solução.
Fonte: Vermelho

