Sindicalistas lançam Nota e convocam mobilização nacional dia 12 de julho

As Centrais Sindicais lançaram na terça (25) nota unitária convocando o Dia
Nacional de Mobilização com atos, assembleias e manifestações contra a reforma
da Previdência no dia 12 de julho. Dirigentes estão em Brasília desde o início da
semana conversando com parlamentares para barrar a aprovação do relatório.
Voltam a se reunir nesta quarta (26).
Para Luiz Carlos Prates, o Mancha, da CSP/Conlutas, não é hora de discutir itens
do relatório da reforma. Ele defende que a proposta seja rechaçada na íntegra.
Mancha afirma: "É hora de pressão total para suspender esta reforma. Devemos
retomar a realização de assembleias nas fábricas e locais de trabalho, conversar
com os Deputados, principalmente em suas bases eleitorais, e preparar um forte
12 de julho".
Álvaro Egea, secretário-geral da CSB, também compreende que o adiamento da
votação da PEC é fundamental para ampliar o debate sobre as mudanças na
Previdência. Egea observa: “Queremos adiar a votação do relatório para que se
tenha tempo de discussão e de fazermos novas propostas. Precisamos estudar
melhor o relatório e dialogar”.
Nota – Trecho do documento assinado por representantes de dez entidades,
convoca: "As Centrais Sindicais conclamam as bases sindicais e os trabalhadores
a intensificar e a empregar o máximo esforço para atuar junto às bases dos
deputados e senadores, nos aeroportos, com material de propaganda, e marcar
presença também nas mídias sociais, exercendo pressão contrária à reforma em
debate no Congresso Nacional".
Balanço – Na sexta (28), sindicalistas realizam em Brasília um balanço dos
trabalhos da semana, do andamento do processo legislativo na Comissão Especial
e dos preparativos para a mobilização de 12 de julho.
Leia abaixo a nota na íntegra:

Centrais mobilizadas contra a Reforma da Previdência
As Centrais Sindicais, reunidas em Brasília na semana de 24 de junho, deram
continuidade à mobilização e à atuação institucional junto ao Congresso Nacional
para enfrentar a Reforma da Previdência e da Seguridade Social. Em reuniões
com parlamentares de diferentes partidos políticos, reafirmamos nosso
posicionamento contrário ao relatório substitutivo do deputado Samuel Moreira.
Renovamos e destacamos a importância de reforçar a atuação junto ao
parlamento e parlamentares, visando argumentar e tratar das questões e do
conteúdo dessa nefasta reforma.
A unidade de ação foi essencial para o sucesso das iniciativas até aqui
coordenadas pelas Centrais Sindicais. Reafirmamos nosso compromisso de
investir na continuidade da unidade de ação
As Centrais Sindicais conclamam as bases sindicais e os trabalhadores a
intensificar e a empregar o máximo esforço para atuar junto às bases dos
deputados e senadores, nos aeroportos, com material de propaganda, e marcar
presença também nas mídias sociais, exercendo pressão contrária à reforma em
debate no Congresso Nacional.

Nosso estado de mobilização permanente, que deve ser debatido e confirmado
em assembleia nos locais de trabalho, é a resposta para barrar a aprovação do
projeto e também evitar que os pontos críticos sejam reintroduzidos no texto.
Declaramos que, em 12 de julho, realizaremos um Dia Nacional de Mobilização,
com atos, assembleias e manifestações em todas as cidades e em todos os locais
de trabalho, bem como estaremos unidos e reforçando o grande ato que a UNE
(União Nacional dos Estudantes) realizará nesta data em Brasília, durante seu
Congresso Nacional.
Em 28 de junho, as Centrais Sindicais farão um balanço dos trabalhos da semana,
do andamento do processo legislativo na Comissão Especial e dos preparativos
para a mobilização de 12 de julho.
Investir na mobilização que cresce com a nossa unidade é reunir forças para
convencer e vencer esta luta.

Fonte: Agência Sindical

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